Entre os sondados, estariam Uendel, Renatinho, Renato Cajá e Ricardo Jesus.
Boas campanhas trazem alegrias aos torcedores, mas também têm seu lado negativo. Após conquistar o acesso no Campeonato Brasileiro da Série B, a Ponte Preta já começa a sofrer com o assédio ao seu treinador Gilson Kleina e a alguns destaques do elenco. O próprio treinador confirmou, neste domingo, sondagens de Corinthians e Palmeiras aos jogadores.
Kleina evitou “dar nomes aos bois” em entrevista ao programa Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes de São Paulo. O treinador revelou apenas que Timão e Verdão já estão em contato com alguns jogadores. Entre os mais assediados estão o lateral-esquerdo Uendel, os meias Renatinho e Renato Cajá e o atacante Ricardo Jesus.
“Equipes grandes da capital estão levando jogadores nossos. O Palmeiras já está em contato com jogadores nossos, assim como o próprio Corinthians. A gente fica triste por perder eles, mas feliz porque vão abastecer equipes de ponta”, revelou o treinador.
O comandante pontepretano também confirmou que o zagueiro Ferrón também pode completar a lista de baixas da Macaca para 2012. “Este (Ferrón) é um dos que tem clubes do Sul interessado”, afirmou Kleina, após o jornalista Milton Neves elogiar o “beque que tem nome de beque”.
Fica ou não fica?
Sobre seu futuro, Gilson Kleina preferiu ser mais cauteloso. O técnico confirmou que já houve um primeiro contato para negociar uma renovação de contrato, no início de novembro. No entanto, àquela altura ele preferiu esperar a confirmação do acesso.
“A diretoria veio conversar comigo em novembro, mas disse que não adiantava fazer renovação antes de levar a Ponte Preta à Série A. Para mim seria cômodo, porque estaria amparado por contrato, mas poderia não haver ambiente se não subisssêmos. Agora sim podemos sentar e conversar”, explicou.
Apesar de não estar confirmado para permanecer, o treinador já deu seus primeiros pitacos sobre o planejamento de 2012. Ele acredita que, passado o momento de festa pelo acesso, o time vai precisar investir pesado e melhorar a estrutura para evitar o efeito “iô-iô”. “A Série A é uma outra batida. É preciso um outro planejamento e grandes investimentos”, disse.
Sobre o elenco, ele foi taxativo em afirmar que o clube vai precisar de reforços: “A gente precisa sim reforçar o elenco, com todo respeito a estes jogadores. Aqueles que ficarem têm de ser valorizados, mas a gente sabe que na Série A há uma exigência maior. É um campeonato com características diferentes”.

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